Aí você
acorda em pleno sábado pela manhã, dá aquela espreguiçada gostosa, toma seu
café e resolve fazer um passeio ao ar livre ou aquela corridinha básica pra se
exercitar logo cedo. O dia está perfeito para um passeio ou para a prática de
esportes e encontro com os amigos, enfim...
A escolha
ficou por conta do passeio ao ar livre e despretensioso que faz bem pra saúde e
melhora a qualidade de vida. Mas eis que de repente não foi uma pedra que
encontro pelo caminho...
Malditos que estragaram o poema
de nosso Drummond! O poema é claro:
“No meio
do caminho tinha uma pedra
tinha uma
pedra no meio do caminho
tinha uma
pedra
no meio
do caminho tinha uma pedra.”
Eu
deveria encontrar uma pedra no meio do caminho, não um cocô! Percebe a
gravidade desse hábito, ou melhor, mau hábito? O ser “mal educado” humano agora
nos priva de um dos momentos que este poema de Carlos Drummond simboliza que é
a rotina do cotidiano da existência humana. Será
que hoje em dia a rotina já se impregnou de tanto cocô que mal podemos nos dar
ao luxo de passear pelas ruas do bairro sem que sejamos surpreendidos por
aquele monte de “caca”? Nem posso eu viver uma rotina repetitiva e banalizada
por minhas ideologias de uma sociedade mais justa, solidária e com passeios sem
cocô?
Esse tema
abre um parêntese para a discussão de uma atitude aparentemente simples:
recolher os dejetos do animal depositado em logradouro público! Um passeio ao
ar livre pode fazer bem para a saúde dos cães e também para a de seus donos.
Mas quem passeia com seus animais de estimação ignora que se trata de um espaço
público, um espaço comum no qual todos que por ali transitam, tem o direito de
usufruir de um espaço limpo. Não bastassem outros tipos de sujeiras como
guimbas de cigarros, papeis de bala, garrafas plásticas, guardanapos, pra piorar
de vez, ainda tem cocô espalhado por toda parte.
Se as
mudanças não acontecem pelo simples fato de que é sinônimo de boa educação
recolher os dejetos de seu animal e zelar pela limpeza do espaço público, então
vamos deixar esse assunto um pouco mais sério: As fezes de cães não recolhidas
oferecem riscos à saúde.
Além do
mal estar causado pelo odor desagradável, as fezes podem transmitir doenças.
Risco não somente para o homem quanto para o próprio animal. As fezes podem
conter parasitas e gerar enfermidades.
Imaginem
só a cena de uma criança no parquinho colocando a mão em um monte de “caca” e
levando até a boca! Na mais tenra idade a criança ainda não consegue assimilar
atitudes de higiene e saúde, lembrem-se disso! Daí a contaminação é certa!
Pessoal,
numa sociedade cheia de regras como a nossa, o cidadão educado realmente
contribui. É tudo uma questão de hábito. Não é pedir muito que os donos
recolham as fezes de seus animais, ou é? Alguém acharia normal que passássemos
a fazer as nossas necessidades na rua? (E isso inclui o bendito nº 2)
É preciso
encarar a prática da coleta dos desejos como forma de exercício da cidadania.
Até quando vamos nos abster de uma responsabilidade que é nossa, de cada um?
Imagem retirada do Google

Nenhum comentário:
Postar um comentário