domingo, 29 de maio de 2016

NÃO SE CALE, DENUNCIE! LIGUE 180



A todo momento vem em nossa mente sobre o que leva uma criatura, que se auto intitula ser humano, a praticar atos de tamanha monstruosidade.

E há quem se esqueça de que desde que o mundo é mundo somos dotados do que chamamos de  livre arbítrio.

A definição é clara. Livre arbítrio é a possibilidade de decidir, escolher em função da própria vontade. Eu disse VON-TA-DE!

É o juizo livre, cada um de nós escolhe querer ou não alguma coisa. E sim, nós escolhemos ter relação sexual desde que seja do consentimento da outra pessoa também. Tudo gira em torno de uma escolha, da vontade de cada um.

Não poderia deixar de registrar aqui o quanto a notícia de uma adolescente que foi brutalmente violentada mexe com a cabeça e o coração da gente. Nós podemos, talvez, imaginar a dor e o sofrimento dela, mas somente ela, que sentiu e sente até hoje na pele as marcas dessa violência, para mensurar o que aconteceu.

Expresso aqui minha opinião sobre o assunto. É um fato, sexo deve ser algo consentido, deve haver o querer e a vontade das pessoas. Vejo o sexo como algo mágico, sublime! E só de imaginar alguém nos tocando de maneira abusiva ou sendo forçadas a ter relações sexuais me dá nojo e repulsa dessas pessoas que praticaram tamanha brutalidade.

Estupro é crime!  Essa garota carregará os traumas desses dias pelo resto da vida. São marcas que não se apagarão. Ferida que dificilmente cicatrizará.

Eu, assim como todas as mulheres, me solidarizo e externo através dessas linhas toda a minha revolta e indignação. E peço às autoridades que cumpram com seu dever enquanto agentes da lei.

Indivíduos que praticam crimes devem ser punidos. Estupradores devem ser severamente punidos. A lei tem que prevalecer. O Estado deve garantir o cumprimento das leis.

Não devemos nos calar. É triste ver mais um caso concreto entrar para uma estatística tão assustadora. Infelizmente o estupro, o abuso e a violência doméstica são uma triste e dura realidade em nosso país, mas uma realidade que pode e deve ser transformada.

Afinal a violência é um problema meu, seu, de todos nós.

DENUNCIE. LIGUE 180. 


sábado, 28 de maio de 2016

ANDA FALTANDO VERGONHA NA CARA! RESPEITO PELAS PESSOAS!



Extra, Extra, Extra!
"Mais dinheiro para deputados. Parlamentares terão aumento de 7 mil reais da verba indenizatória que passará a R$ 27 mil"

O assunto para muitos é velho, mas uma grande parcela da população desconhece. Esta foi a manchete do Jornal Estado de Minas numa quarta feira,  dia 18 de Maio. E claro, os meios eletrônicos já davam em primeira mão essa notícia que é um tapa na cara de todo cidadão mineiro.

E como diz por aí que brasileiro tem memória curta, aqui estou eu para acender essa discussão. 

O povo já está calejado. Assuntos sobre desvio de dinheiro, corrupção, descaso com a saúde e educação, mal uso do dinheiro público, tudo isso se tornou corriqueiro e para muitos é assunto que não se deve explorar. Primeiro por conta do descontentamento e da desilusão popular no que diz respeito à política nesse país. Segundo, e falo por experiência própria, por nos sentirmos impotentes, derrotados e sem esperança de lutar contra uma maré de lama que assola o país. O Brasil perdeu a sua credibilidade e é motivo de chacota nacional e Internacional.

É muito triste ver tamanho descaso e oportunismo de uma classe que deveria estar ali para representar os nossos interesses e que ao contrário só querem usurpar num país onde a maioria sofre com baixos salários e péssimas condições de vida. Alimentam mal, não dispõe de transporte público de qualidade, estão desempregados e dependem de um sistema único de saúde decadente e precário. 

Mas o que seria mesmo Verba Indenizatória? Pesquisando um pouco mais, cada "deputado tem direito a uma verba para indenização de despesas realizadas em razão de atividade inerente ao exercício do mandato parlamentar. E a utilização da verba é de responsabilidade do parlamentar. Ele assume inteira responsabilidade pela veracidade das informações prestadas e pela autenticidade dos documentos apresentados". Trata-se de um valor mensal que cada deputado recebe além do salário e outros penduricalhos que deixam qualquer um horrorizado com o montante recebidos por estes senhores. 

Os números são os seguintes e me corrijam se estiver errada; um deputado estadual ganha 75% do valor dos subsídios pagos aos federais. E pasmem o quanto custa cada deputado aos cofres públicos:
- salário R$ 25.322,25
- auxílio moradia R$ 4.377,73
- verba de R$ 84.015,25 para contratar até 23 funcionários de gabinete.

E tem mais. O abuso não para por ai. Ainda tem aquela tal Verba Indenizatória de R$ 20.000,00 que comentei a pouco e que foi aumentada em R$ 7.000,00. R$ 27 mil no total. 

É mole ou quer mais? Pobrezinhos, ganham tão mal! Só que não! Ainda somos obrigados a ouvir um parlamentar justificar que o aumento está abaixo do índice de inflação. 

Quanta revolta! Vergonha, abuso e verdadeiro retrocesso num cenário de crise, e em qualquer que fosse o cenário econômico. Um aumento desses é no mínimo descabido. Ou vocês se esquecem que o governo do estado está parcelando o vencimento do servidor por falta de recursos? Os cidadãos de bem tem seus salários atrasados enquanto esses senhores recebem um aumento de R$ 7.000,00.

Estamos todos cortando gastos, reduzindo daqui e dali pra ver se a conta fecha e se nosso orçamento não fica no vermelho.

Indignação é pouco! O país está doente e a contaminação atinge a classe política em grau elevadíssimo. Contaminados pela corrupção, pelo enriquecimento ilícito, pela falta de probidade e ética, pelo descaso com que tratam o nosso dinheiro. Sim o dinheiro é nosso! Vem dos nossos bolsos, da arrecadação de impostos exorbitantes que pagamos e não vemos retorno algum desse investimento. 

Pelo amor de Deus! Já é passada a hora de se fazer alguma coisa pra frear tudo isso! A gente não aguenta mais essa gastança desenfreada. Chega! Basta! Acorda Brasil!


Imagem retirada do Google

segunda-feira, 9 de maio de 2016

QUE SEJA ETERNO ENQUANTO HOUVER... RECIPROCIDADE !



Os críticos de plantão que me perdoem, mas está história de ‘dar sem esperar nada em troca’ já está pra lá de ultrapassada.

Mas vamos tratando de explicar muito bem essa prosa antes que me crucifiquem por qualquer mal entendido.

Estou falando, aqui, de reciprocidade, que considero a base de todo relacionamento.

Por exemplo, se você dá carinho, merece e espera receber carinho; se é atencioso, respeitoso, educado, merece e espera o mesmo tratamento.

Relacionamento é uma via de mão dupla. Concordo com o que li num texto que dizia o seguinte: “Não se pode gostar, querer e sentir mais do que o outro... nem menos.” E isso está diretamente relacionado ao que chamamos de amor próprio.  Amar-se é entender que você não merece menos do que pode proporcionar.

Penso que a dinâmica seja mais ou menos assim: Se deixamos de receber o que entregamos, somos tomados por um sentimento de frustração e uma sensação que falta algo. Não nos sentimos plenos, completos. Afinal de contas a falta não nos permite sermos inteiros e se entregar pela metade gera aquele ciclo vicioso, bastante conhecido, de pessoas e relacionamentos rasos demais.

E sejamos realistas, a gente precisa entrar num relacionamento pra somar. E somar em partes iguais, não menos que isso. Pelo menos deveria ser assim.


Quanto sofrimento poderia ser evitado, quantos rompimentos precoces de alguns relacionamentos poderiam não ter acontecido, se passássemos a usar essa simples equação:


                   DAR + RECEBER  =    RECIPROCIDADE


E se existe reciprocidade, há de se falar em satisfação de ambas as partes.

Trocando em miúdos, um indivíduo investe em um relacionamento criando a expectativa de um namoro futuro, entretanto percebe que o mesmo não acontece com o outro. Ele dá e espera receber os mesmos sentimentos e expectativas. Mas se ao contrário ele não tem recebido ou o outro não demonstra, nem tem dado o que o ele espera, melhor cada um seguir o seu caminho. Poupa tempo e evita um sofrimento e dor desnecessários. O que não pode é ficar tentando algo mais sério com alguém que só quer curtir, ou brincar com alguém que está querendo namorar. A reciprocidade é bastante vantajosa para identificar isso.

Na prática se percebe que a equação da reciprocidade, apesar de simples, não tem sido utilizada com freqüência. Quem nunca insistiu num relacionamento falido ou mesmo investiu todas as fichas numa pessoa o qual não havia nenhuma sintonia? Atire a primeira pedra quem não tiver prestado esse papel. Acho provável que cada um de vocês se identifique com essa situação em algum momento da vida, mas como persistir num erro é burrice, precisamos trabalhar o desapego e não admitirmos essa falta de reciprocidade que só traz angustia e um vazio enorme em nossas vidas.

Reciprocidade deve ser algo natural e não imposto, deve acontecer por sintonia e não por obrigação.

Talvez se nos empenharmos e experimentarmos olhar com olhos de merecimento para nós mesmo, essa equação que um dia pareceu complicada será algo muito natural para cada um de nós e não nos contentaremos em receber menos do que o necessário para se alcançar o nível da reciprocidade que tanto buscamos.

É preciso dar o primeiro passo. Vamos tentar? 





Imagem retirada do Google

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

ANO NOVO, TUDO NOVO DE NOVO!




O ano termina e inevitavelmente entramos naquele ciclo, por vezes vicioso, de fazer um balanço de tudo que vivemos naquele ano velho, para nos abrirmos com mais expectativas ao ano que se inicia. E digo vicioso, porque há uma linha tênue que separa o desejo de fazer diferente, o saber querer e o precisar agir.

Porque é isso que acontece com todos nós em algum momento. A gente sabe que errou, que não colocou em prática certos projetos por preguiça ou mesmo falta de confiança em si mesmo, mas entra ano e sai ano e continuamos a fazer tudo da mesma forma: as vezes por falta de dinheiro, entusiasmo, auto estima ou medo.

Mas vamos lá, esse texto não é pra colocar ninguém contra a parede ou apontar o dedo na cara dizendo que “você não foi um bom menino” ou que “desperdiçou mais uma vez tanta oportunidade bacana”. Não, definitivamente não. Cada um de nós sabe e tem consciência que fez muita coisa errada, que não deu valor merecido as pessoas e as oportunidades que surgiram e que viriam para agregar muito mais ao nosso ano e à nossa vida. O momento agora é de fazer acontecer, realizar, superar as perdas com dignidade e colocar em prática, de forma realista, tudo que se planeja para o novo ano.

O ano começa e aquele sentimentozinho gostoso que vai enchendo os nossos corações de esperança de um futuro próspero e de dias melhores se renova.

E esse é o meu desejo a cada um de vocês para o ano de 2016 e os próximos que virão: vivenciem o PRESENTE PRECIOSO! 

Não quero parecer repetitiva, afinal eu já tratei sobre esse assunto no texto “EU TINHA TANTO BEIJO PRA DAR, EU TINHA TANTO ABRAÇO...”, mas me parece sempre um assunto tão necessário e atual... Um ano é muito tempo! “São segundos, minutos e horas preciosas. Tempo pra amar, aprender, corrigir, ensinar... VIVER!”

E sendo o primeiro texto de um Novo ano, é dessa energia boa que eu quero me cercar para querer um ano verdadeiramente NOVO.

Coloque-se como uma pessoa capaz para realizar os seus projetos, abra-se para novos amores e novas possibilidades, aprenda a dizer não para evitar tanto mal estar futuro, queira sempre o melhor para sua vida e não se curve diante de alguma dificuldade, fortaleça sua fé independente da sua escolha religiosa, assuma as suas vontades, seja mais seletivo se preciso for, manifeste a sua opinião quando solicitado, seja coerente aos seus valores, esteja atento a sua volta, confie mais em si mesmo, aprenda a guardar segredo, estabeleça as suas prioridades, mas sonhe alto e pense positivo. 

Acima de tudo é preciso agir proativamente!

Feliz Ano NOVO, com mais possibilidades, mais amor e que consigamos realizar todos aqueles projetos para esse ano de 2016! 

Então... Mãos à obra!


Imagem retirada do Google







terça-feira, 4 de agosto de 2015

MÚSICA ON LINE: OXENTE UAI


“Uma brincadeira que se transformou em coisa séria”... Uma “mistura apimentada”, “um trem arretado”, “pão de queijo e rapadura”...

Eu começo esse texto, pedindo licença ao grupo ao citar entre aspas pequenos trechos do vídeo do projeto “Feito Passarim” (o qual apresentarei pra vocês mais adiante), e que servem como definição bastante apropriada para a mistura Minas e Nordeste.

Gilmar, Flávio, João, Raísa e Victor, cinco jovens que se conheceram na escola de música da UFMG. Eis que um feliz encontro fez surgir um grupo formado por dois nordestinos e três mineiros mesclando linguagem popular e erudita: OXENTE UAI


A origem do nome dispensaria grandes explicações, mas não poderia deixar de apresentá-los. Oxente, expressão popular usada principalmente na região nordeste do Brasil e Uai, uma interjeição comumente usada no estado de Minas gerais. Duas expressões que se uniram praticamente numa fusão pra lá de especial e que transmitem tamanha brasilidade, ritmo, delicadeza, poesia, sonoridade... Combinação perfeita para uma troca cultural mineira e nordestina.

O grupo Oxente Uai utiliza instrumentos tanto do estilo popular quanto do erudito, sendo eles o violão, cavaquinho, acordeom, pandeiro, viola de arco, violoncelo e taças. E além dos talentos genuínos de Gilmar Iria no acordeon e viola de orquestra, Flávio Cravo na percussão, João Garcia no violoncelo  e Victor Rodrigues no violão e cavaquinho temos a voz suave, aveludada e delicada de Raísa  que complementa essa mistura de  instrumentos tão marcantes e arranjos autorais.

A trajetória do grupo completa 4 anos e diante do lindo trabalho desenvolvido até aqui, juntando universo do sertão, referências da obra de Dominguinhos, Luiz Gonzaga e outros compositores da nova geração, o Oxente Uai, assim como o que seria a ordem natural de todo processo criativo, sente necessidade de aprofundar-se no processo de compor as próprias canções e não somente recriar àquelas de uma maneira muito peculiar.

A parceria com Fernanda Gonzaga, filha de Gonzaguinha e neta de Gonzagão veio para brindar a nova fase criativa do grupo. A partir daí, O Oxente Uai apresenta seu novo projeto, intitulado “Feito Passarim” para a gravação do primeiro disco. O EP reunirá cinco canções autorais do grupo, mais uma composição de Gonzaguinha, que contará com a participação especial de Fernanda Gonzaga.

Apesar do tempo de “estrada”, o grupo ainda não possui recursos para viabilizar a gravação do EP e por isso optou por realizar um financiamento coletivo e contar com a contribuição de seu público, amigos e familiares que, juntos, poderão tornar esse projeto uma realidade.


Convido cada um de vocês para conhecer e divulgar o trabalho do grupo Oxente Uai e caso se encantem com o projeto dessa turma tão talentosa, contribuam através da campanha de financiamento coletivo que está disponível em http://variavel5.com.br/projetos/oxenteuai.


Para mais informações, o perfil do grupo também está disponível no:


Instagram: @oxenteuai

O meu carinho e admiração ao Grupo Oxente Uai que me foi apresentado pelo integrante Victor Rodrigues! Foi um prazer compartilhar e escrever sobre a caminhada de músicos tão talentosos como vocês! 

#euapoieiesseprojeto

 Foto: Arquivo Oxente Uai

domingo, 26 de julho de 2015

TÔ COM SAUDADE!



Interrompemos nossa programação por motivo de... S.A.U.D.A.D.E!


Escrever sobre saudade, uai?  Tentar traduzir em palavras que “trenzin’ é esse que o coração sente e às vezes faz doer? Tarefa difícil !

Eu sei, é muita ousadia da minha parte, mas nessas próximas linhas, uma pitada bem generosa de parcialidade! Um pouco de mim, de você, do que eu vejo, sinto e escuto sobre esse sentimento que nem mesmo o “Aurélio” consegue definir.

Tudo bem, posso confessar: hoje eu acordei com saudade! E foi assim ontem, anteontem... 

Acho mesmo é que esse negócio de saudade já faz parte da gente. Tipo tatuagem, sabe? Tudo junto e misturado: a gente, as lembranças e memórias, a saudade, as vivências, os amores, o dia a dia, tudo uma coisa só!

A gente nasce, cresce e lá vem Ela: Hum que saudade do colo da Avó! Daí começa a fase de frequentar a escola e só de lembrar como era bom bate uma saudaaaaade...

Saudade de quem mora longe e até mesmo de quem mora perto; saudade daqueles que já se foram; saudade da irmã, da amiga de Formiga, da mãe que viajou, dos antigos colegas de trabalho e faculdade; saudade da amiga de infância nos tempos em que éramos vizinhas de porta, saudade do tempo em que se tinha mais tempo!

Saudade daquele beijo gostoso que selou a despedida do casal na última sexta feira, do carinho q afaga, do cheiro que causou arrepio, do toque da suas mãos no meu cabelo! Saudade daquele friozinho na barriga, do coração batendo mais forte, do olhar que seduz, da cama desarrumada... Saudade daquela viagem pra Natal com as amigas, de ouvir a voz dela(e) por telefone...

Saudade pesa, dói, transforma, corrói, deixa marcas. Ela alimenta o coração dos amantes, ao mesmo tempo em que sufoca diante de uma perda! Saudade é a personificação de noites de pura insônia e de tão danada que é, a saudade pode se materializar diante de mim e de você! Saudade as vezes tem nome e sobrenome.  

Diante de minha tentativa de falar sobre algo que só mesmo sentindo para saber, a única certeza que eu tenho pra mim é que não quero nunca deixar de sentir Saudade. 

Saudade é sinal que se viveu intensamente, que teve motivos pra rir, pra chorar, se apaixonar, amar, gargalhar, perder noites de sono, olhar aquela fotografia com sentimento de nostalgia, ouvir aquela música mil vezes porque te faz lembrar alguém ou algum momento especial. Que quebrou a cara, mas cresceu e amadureceu!

Eu quero mais é viver, beijar na boca, ser louca e sentir saudade... Mesmo que isso me custe algumas lágrimas e muitos sorrisos! 

Abram alas pra Saudade que ela precisa entrar! Eu levanto sim a bandeira pela Saudade. E se não quer senti-la, não viva! Não beije, não abrace, nem faça sexo. Não frequente academia, não faça aquele carinho gostoso e recebê-lo então, nem sob tortura. Não viaje, não estude, não leia, não sinta qualquer alegria ou tristeza, não faça visita a ninguém, não saia pra tomar um chopp com os amigos, não telefone e nem mande mensagem , não frequente espaços públicos, não sinta vontade, não vá ao cinema ou teatro, não tire fotografias... 

Não levante da cama, se feche e se esconda das pessoas e do mundo. E se for assim, posso apostar que se arrependerá amargamente disso. Lógico que se arrependerá! Por isso, corra, viva, não perca mais tempo... Ainda há muito o que sentir saudade!

Hummmm me bateu agora uma Saudade... rs


Imagem retirada do Google

sexta-feira, 29 de maio de 2015

NO MEIO DO CAMINHO TINHA UM COCÔ, TINHA UM COCÔ NO MEIO DO CAMINHO!




Aí você acorda em pleno sábado pela manhã, dá aquela espreguiçada gostosa, toma seu café e resolve fazer um passeio ao ar livre ou aquela corridinha básica pra se exercitar logo cedo. O dia está perfeito para um passeio ou para a prática de esportes e encontro com os amigos, enfim...


A escolha ficou por conta do passeio ao ar livre e despretensioso que faz bem pra saúde e melhora a qualidade de vida.  Mas eis que de repente não foi uma pedra que encontro pelo caminho...


Malditos que estragaram o poema de nosso Drummond! O poema é claro:


“No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.”


Eu deveria encontrar uma pedra no meio do caminho, não um cocô! Percebe a gravidade desse hábito, ou melhor, mau hábito? O ser “mal educado” humano agora nos priva de um dos momentos que este poema de Carlos Drummond simboliza que é a rotina do cotidiano da existência humana.  Será que hoje em dia a rotina já se impregnou de tanto cocô que mal podemos nos dar ao luxo de passear pelas ruas do bairro sem que sejamos surpreendidos por aquele monte de “caca”? Nem posso eu viver uma rotina repetitiva e banalizada por minhas ideologias de uma sociedade mais justa, solidária e com passeios sem cocô?

Esse tema abre um parêntese para a discussão de uma atitude aparentemente simples: recolher os dejetos do animal depositado em logradouro público! Um passeio ao ar livre pode fazer bem para a saúde dos cães e também para a de seus donos. Mas quem passeia com seus animais de estimação ignora que se trata de um espaço público, um espaço comum no qual todos que por ali transitam, tem o direito de usufruir de um espaço limpo. Não bastassem outros tipos de sujeiras como guimbas de cigarros, papeis de bala, garrafas plásticas, guardanapos, pra piorar de vez, ainda tem cocô espalhado por toda parte.


Se as mudanças não acontecem pelo simples fato de que é sinônimo de boa educação recolher os dejetos de seu animal e zelar pela limpeza do espaço público, então vamos deixar esse assunto um pouco mais sério: As fezes de cães não recolhidas oferecem riscos à saúde.


Além do mal estar causado pelo odor desagradável, as fezes podem transmitir doenças. Risco não somente para o homem quanto para o próprio animal. As fezes podem conter parasitas e gerar enfermidades.


Imaginem só a cena de uma criança no parquinho colocando a mão em um monte de “caca” e levando até a boca! Na mais tenra idade a criança ainda não consegue assimilar atitudes de higiene e saúde, lembrem-se disso! Daí a contaminação é certa!


Pessoal, numa sociedade cheia de regras como a nossa, o cidadão educado realmente contribui. É tudo uma questão de hábito. Não é pedir muito que os donos recolham as fezes de seus animais, ou é? Alguém acharia normal que passássemos a fazer as nossas necessidades na rua? (E isso inclui o bendito nº 2)


É preciso encarar a prática da coleta dos desejos como forma de exercício da cidadania. Até quando vamos nos abster de uma responsabilidade que é nossa, de cada um?


Minha esperança é de que a próxima vez que eu ousar sair de casa num sábado pela manhã para passear sem rumo, eu tenha a grata surpresa de encontrar pelo caminho apenas uma pedra!

Imagem retirada do Google