sexta-feira, 29 de maio de 2015

NO MEIO DO CAMINHO TINHA UM COCÔ, TINHA UM COCÔ NO MEIO DO CAMINHO!




Aí você acorda em pleno sábado pela manhã, dá aquela espreguiçada gostosa, toma seu café e resolve fazer um passeio ao ar livre ou aquela corridinha básica pra se exercitar logo cedo. O dia está perfeito para um passeio ou para a prática de esportes e encontro com os amigos, enfim...


A escolha ficou por conta do passeio ao ar livre e despretensioso que faz bem pra saúde e melhora a qualidade de vida.  Mas eis que de repente não foi uma pedra que encontro pelo caminho...


Malditos que estragaram o poema de nosso Drummond! O poema é claro:


“No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.”


Eu deveria encontrar uma pedra no meio do caminho, não um cocô! Percebe a gravidade desse hábito, ou melhor, mau hábito? O ser “mal educado” humano agora nos priva de um dos momentos que este poema de Carlos Drummond simboliza que é a rotina do cotidiano da existência humana.  Será que hoje em dia a rotina já se impregnou de tanto cocô que mal podemos nos dar ao luxo de passear pelas ruas do bairro sem que sejamos surpreendidos por aquele monte de “caca”? Nem posso eu viver uma rotina repetitiva e banalizada por minhas ideologias de uma sociedade mais justa, solidária e com passeios sem cocô?

Esse tema abre um parêntese para a discussão de uma atitude aparentemente simples: recolher os dejetos do animal depositado em logradouro público! Um passeio ao ar livre pode fazer bem para a saúde dos cães e também para a de seus donos. Mas quem passeia com seus animais de estimação ignora que se trata de um espaço público, um espaço comum no qual todos que por ali transitam, tem o direito de usufruir de um espaço limpo. Não bastassem outros tipos de sujeiras como guimbas de cigarros, papeis de bala, garrafas plásticas, guardanapos, pra piorar de vez, ainda tem cocô espalhado por toda parte.


Se as mudanças não acontecem pelo simples fato de que é sinônimo de boa educação recolher os dejetos de seu animal e zelar pela limpeza do espaço público, então vamos deixar esse assunto um pouco mais sério: As fezes de cães não recolhidas oferecem riscos à saúde.


Além do mal estar causado pelo odor desagradável, as fezes podem transmitir doenças. Risco não somente para o homem quanto para o próprio animal. As fezes podem conter parasitas e gerar enfermidades.


Imaginem só a cena de uma criança no parquinho colocando a mão em um monte de “caca” e levando até a boca! Na mais tenra idade a criança ainda não consegue assimilar atitudes de higiene e saúde, lembrem-se disso! Daí a contaminação é certa!


Pessoal, numa sociedade cheia de regras como a nossa, o cidadão educado realmente contribui. É tudo uma questão de hábito. Não é pedir muito que os donos recolham as fezes de seus animais, ou é? Alguém acharia normal que passássemos a fazer as nossas necessidades na rua? (E isso inclui o bendito nº 2)


É preciso encarar a prática da coleta dos desejos como forma de exercício da cidadania. Até quando vamos nos abster de uma responsabilidade que é nossa, de cada um?


Minha esperança é de que a próxima vez que eu ousar sair de casa num sábado pela manhã para passear sem rumo, eu tenha a grata surpresa de encontrar pelo caminho apenas uma pedra!

Imagem retirada do Google

domingo, 24 de maio de 2015

QUAL É O CHEIRO DA SUA INFÂNCIA?



Não faz muito tempo...

Bastava fechar os olhos e me ver ali sentada na varanda, de frente pro quintal. O cheirinho de terra molhada pela chuva, que encharcou durante toda a madrugada, trazia lembranças da velha e boa infância. A terra agradecia tamanha generosidade da mãe natureza. A horta parecia sorrir. Os pés de couve pareciam mais verdes, um verde intenso. Da janela do quarto já alcançava o pé de pitanga “carregadin”. E lá fora eram jabuticabas e abacates que não acabavam mais.  

Pela manhã ainda era possível ver as gotas de chuva e orvalho que escorriam delicadamente das folhas de taioba. Curiosa desde sempre, sabia que ao acordar a piscina estaria cheia. Era de se esperar, pois antes de deitar ligávamos a mangueira para enchê-la... Após um mutirão e uma verdadeira força tarefa da limpeza era tudo o que queríamos. Estávamos cheios de expectativas para um dia de sol. Talvez até plantássemos sabão pra que ele raiasse forte. E não é que dava certo!

Limpar a piscina era mais uma festa, uma algazarra... Era divertido observar aquelas mãozinhas tão pequenas esfregando cuidadosamente cada azulejo branco. E não eram poucos.  As lições de trabalho em grupo e divisão de tarefas já faziam parte da rotina dos primos. Uns varriam o quintal, outros esfregavam o piso da varanda. Outros lavavam a piscina. Alguns com a louça do café da manhã. Os meninos eram os mais preguiçosos, mas acabavam entrando na onda.  A área próxima da churrasqueira também estava na lista. Afinal era o percurso garantido daquela correria toda.

Começo de férias escolares era assim. E o ponto de encontro já conhecido: Casa dos Avós.

Guerra de abacate podre, greve de fome comendo azedinho, pique esconde, amarelinha, teatrinho, apresentação de dança, adedanha, chup chup de Kisuco, desfile das primas ao redor da piscina, filme na seção da tarde, bolo e guaraná para comemorar os aniversários, funeral de passarinho, barulho de panela de pressão no fogão, tiro ao alvo com espingarda de chumbinho, procissão da igreja, ida na sorveteria gela a goela depois do almoço, andar de carrinho de rolimã na rua, jogar queimada, fazer fila para tomar banho, festa junina, casa na árvore, milho assado no fogão de lenha e pão de sal quentinho no café da tarde e de longe eu gritava: o meu é sem manteiga!

Vivíamos tempos de abundância. E não era de dinheiro.  Tempos fartos: fartura de amor, alegria, conversa fiada, riso frouxo, amizade, generosidade, e muita mais muita criatividade! Infância de gastar energia brincando. Menino de pé no chão, sem pudores, correndo atrás das galinhas e pegando manga no pé. Coisa que, nos tempos de hoje, foram substituídas pela tecnologia.   

Esse cheirinho da infância é coisa boa demais! Infância tem um cheiro que não se perde com o tempo, tem um cheiro que fica. Mesmo quando a gente cresce o cheiro está lá, fixo na memória e só de lembrar o sorriso já se mostra no rosto!

Bem diz o ditado: recordar é viver! Hoje há de se perceber em nós muita transformação! Transforma-se a casca e preserva-se também a essência! Nós mudamos porque nos entregamos totalmente as nossas experiências, participando de tudo que a vida nos revelou! 

Mudamos mas o cheirinho da infância continua inconfundível e guardado com muito carinho em nossos corações!

E pra você, qual é o cheiro da sua infância?


Foto: Arquivo pessoal Line Aoli





domingo, 3 de maio de 2015

QUER NAMORAR GRÁTIS?



Era alguém relativamente novo, já um balzaquiano, mas espírito jovem. E no alto de seus trinta e poucos anos parecia inquieto. As relações amorosas seguiam uma tendência que não fazia muito a sua cabeça. Afinal trazia em sua essência um romantismo que para muitos estava fora de moda. Aquele tipo de pessoa difícil de encontrar (não conheci ninguém parecido): Amoroso, chocólatra “controlado”, oferece água pra visita, esquece de devolver a caneta emprestada, coração mole, doce, sensível, que conversa com o olhar... Pode isso? Conversar apenas com um olhar? Não só podia como o fazia de uma maneira que encantava! Gostava de tocar, olhar nos olhos, escrever, fotografar... 

Sua personalidade talvez um tanto quanto instigante... Não come japa, não acha graça nas relações fast food, escuta Rock e sertanejo, bebe água com gás, e em pleno século Zap Zap, uma contradição: adora trocar correspondências escritas de próprio punho com alguém que conheceu pela internet.

E por falar em Internet ...

A moda da vez aguçou a sua curiosidade num fim de tarde de domingo. O melhor amigo, o amigo da amiga, alguém do trabalho, tinham comentado sobre um tal de Tinder. No meio virtual chovem anúncios de sites de relacionamento, namoro grátis, encontre seu par perfeito... Tinder não era um nome nada familiar, mas apesar da pouca habilidade com smartphone, android, ios, whats, estava aberto para conhecer mais aquela novidade. Tudo bem que se tratava de alguém realmente desligado em alguns pontos do “assim caminha a modernidade”, mas era um sujeito divertido, companhia agradável, ligado a família e torcedor apaixonado de um time difícil de acreditar.  

Bom, resolveu experimentar! Sentiu-se atraído pela possibilidade de conhecer como tudo aquilo funcionava e porque tanta gente buscava esse aplicativo como alternativa para se relacionar. Poderia muito bem estar ali apenas pra bater papo, conhecer novas pessoas, ampliar o seu ciclo de amizades... E era isso. Não criou nenhuma expectativa em conhecer ninguém extra Tinder. Não sabia o que esperar daquele cardápio humano! Sim, era basicamente um cardápio. Se imagine num restaurante: o garçom lhe oferece o cardápio, você pega, abre, olha com aquela cara de interrogação e solta aquele Hummmm que será que vou querer? Diante de tantas opções (e é opção que não acaba mais) dá até uma duvidazinha de ousar escolher algo mais exótico ou experimentar algo novo, diferente de tudo que tenha provado. Foi essa a impressão que teve.

Claro que as impressões e percepções são muito peculiares. Por exemplo, há quem reaja de maneira muito natural diante de uma mudança de emprego que será um giro de 360 graus. È admirável a capacidade dessas pessoas de lidar com tamanha ansiedade. Mas não se pode esquecer que existe um determinado numero de pessoas que sintam diferente, que não saibam lidar com o mesmo desprendimento. E não há o que se julgar. Tampouco agir com ironia diante de alguém que talvez só precisasse ouvir uma palavra de carinho para colocar em ordem a cabeça e o coração.

Com o Tinder, o primeiro passo foi configurar sobre suas preferências (homens ou mulheres, distância de busca, idades).  Feito isso abriu o aplicativo e começou o que seria um conhecimento e tanto. Melhor que saber a opinião dos outros era vivenciar aquela experiência. De fato aquilo gerou uma expectativa inicial. Passou algumas fotos daquele cardápio. Tinha de tudo: perfil sem foto, corpos expostos de frente ao espelho e celular em punho, casal liberal em busca de adeptos às relações abertas e dispostos a satisfazerem as suas fantasias sexuais mais diversas, fotos sensuais e bastante sugestivas, fotos ao lado de carro, lancha, pontos turísticos ao redor do mundo, com boné de aba reta e sem camisa em Jurerê Internacional, na balada segurando Champagne com faísca e copo de led, fazendo carinho em leão, outros com camisa pólo de gola levantada, etc. Por ser um cardápio, cada um ali exposto deveria usar as armas que tinha para atrair a atenção de um possível parceiro em potencial.

Nas descrições de perfis havia quem optasse por não colocá-las, havia quem já falasse abertamente sobre seus interesses, poupando o tempo com conversas desnecessárias daquele que estivesse acessando o cardápio. Muito justo e legitimo. As mais comuns eram frases e pensamentos de Clarisse Lispector. Tinha os que prometiam de pé junto que jamais diriam que se conheceram ali, como se estar ali fosse algo que o desabonasse. Muito estranho!

Havia até, para sua surpresa, pessoas dispostas a um relacionamento sério. Surpresa porque num bate papo informal numa mesa de bar no qual o assunto era justamente esse foi citado por alguém do sexo masculino o fato de que 90% dos que ali estavam, buscava apenas satisfação sexual. Poxa e se alguém não quiser isso ou não somente isso, ou estiver buscando uma relação duradoura? Alguém que não está ali com o propósito que acabei de escrever será julgado como “farinha do mesmo saco”?

Sua missão estava cumprida! O balanço dessa experiência pode-se dizer que não foi das melhores. Das que seriam relevantes comentar, alguém que antes mesmo de iniciar uma conversa, apenas disse que já estava abandonando aquele app, (por qual motivo não soube) mas deixava outro contato se porventura quisesse contatá-lo (o que não foi o caso nem seu interesse),  alguém que após meia dúzia de palavras conseguiu dizer “Por um momento eu olhei pra você e me vi ao seu lado e feliz...” (Há duvidas, mas isso é realmente possível?) Tudo bem,  não foi de tudo ruim.  “Conheceu” pessoas estudadas, inteligentes, conversa agradável e reencontrou alguém do passado.

Apenas um detalhe preocupou: a capacidade do “descarte”. As pessoas entram e saem na vida uma das outras numa velocidade que assusta! Além disso tem gerado pessoas cada vez mais inseguras. Até num bate papo pelo Whats App com alguém que já te conhece ainda tem quem duvide do que você escreve, que dirá com quem não o conhece!  

A única certeza que teve é não estar disposto aos relacionamentos descartáveis. Não é o seu perfil. Nada contra, mas no seu caso isso não alimenta, não é algo consistente, não faz sentido pra sua vida. Pode-se dizer que  está completamente aberto pra se envolver de verdade, e  quem sabe com um pouco mais de prática não fique craque em bate papo on line e adquira mais habilidade com esses recursos! Se encontrar alguém disposto e que se mostre paciente com essa simples dificuldade, acho que conseguirá tirar isso de letra! E isso, com toda certeza, não haverá de ser nenhum empecilho.

Foto: Line Aoli


sábado, 2 de maio de 2015

E VOCÊ, ESCOLHERÁ ESTAR DE QUAL LADO? DOS BEM SUCEDIDOS OU DESORGANIZADOS?



Em algum momento você já pensou o que vai fazer ao se aposentar? Possui metas para serem realizadas no curto, médio e longo prazo? Tem planejado sua vida e sua carreira profissional ou aonde quer chegar? O que você tem considerado para construir uma vida profissional ou carreira sólida e de que forma tem aproveitado as oportunidades para o futuro próximo? Ou você é daqueles como diria o mestre Zeca Pagodinho: “Deixo a vida me levar...”?  

Aqui não vai nenhuma crítica, porque afinal é tudo uma questão de escolha, mas me permitam uma pequena comparação ou constatação de que um barco a deriva enfrenta sempre muitas surpresas. Sem rumo certo ele ficará a mercê do acaso.  E assim como o barco e sem que você tenha se dado conta, sua vida acontece alheia à sua vontade.

A menos de vinte dias recebi um presente de uma pessoa muito querida, inteligente, antenada, culta, e mais, eu diria uma historiadora perspicaz e questionadora.  E eu digo que fui presenteada porque simplesmente me serviu de inspiração para o que venho compartilhar aqui, hoje, através deste texto.  Era um link que me levava ao áudio publicado pela colunista Inês de Castro em sua coluna na Rádio Band News FM com a seguinte chamada: “Aposentadoria de Gisele Bündchen das passarelas marca a São Paulo Fashion Week”.

Inês de Castro é radialista, escritora, colunista e que na minha opinião, tem uma habilidade muito peculiar de tratar dos mais variados assuntos de forma clara, acessível e levando o ouvinte a refletir sobre cada um dos temas abordados.

Pois bem, diante da notícia da aposentadoria da Modelo Gisele Bündchen, assunto de grande repercussão em toda mídia (rádio, TV, jornais, revistas), muito se falou na carreira sólida e brilhante de uma jovem que iniciou o seu trabalho e despontou no mercado com tão pouca idade e se tornou uma das modelos mais requisitadas e bem pagas do mundo.  Claro que todos justificariam enorme ascensão pela beleza, graça, simpatia, desenvoltura, corpo esguio e um jeito único de desfilar que ao entrar na passarela fazia com que os olhos do mundo se rendessem a todo aquele talento. Isso não há o que questionar, não fosse um grande e importante detalhe: O PLANEJAMENTO.

Inês de Castro atenta para o exemplo de Gisele que planejou sábia e milimetricamente cada passo que daria na construção de sua carreira. Ela sabia perfeitamente onde queria chegar e deu em uma entrevista à própria Inês, a seguinte declaração: “Estou planejando a minha carreira para poder acompanhar o crescimento dos meus filhos quando eles vierem”.

Mesmo com todas essas características que citei a pouco sobre Gisele, sem ele, o planejamento, qualquer intenção de um futuro concreto e promissor estaria bem distante de se consolidar.
É preciso planejar, minha gente!  Tudo na vida gira em torne desta palavrinha mágica: a compra do carro tão sonhado, a estudo de um idioma ou aquele curso de violão que desde pequena não era colocado em prática, a aprovação num concurso público na sua área de formação, entrar numa faculdade, viajar, fazer uma especialização, Mestrado ou Doutorado, etc.

Seria possível a realização, por exemplo, de um casamento sem planejamento? Igreja, buffet, padrinhos, lua de mel, convite, cartório, datas e as contas a pagar, pode haver quem o programe sem planejamento? Mesmo o mais simples dos casamentos exige o mínimo de planejamento.

No campo profissional, e é nesse ponto o qual venho reforçar através do exemplo de Gisele, planejar é totalmente necessário. Aliado a foco e persistência é possível sim conseguir resultados para que sejamos muito bem sucedidos naquilo que planejarmos fazer. Seja para um pequeno empreendedor e dono do próprio negocio, para a modelo de sucesso, para o músico, ou mesmo para os ‘Concurseiros de Plantão’, DEDICAÇÃO, FOCO, PERSISTÊNCIA e PLANEJAMENTO são as palavras de ordem.  

Coloque no papel, calcule, programe um período, e faça uso dessa ferramenta tão importante e que está relacionada a preparação, organização e estruturação de um determinado objetivo. Claro que num planejamento poderá acontecer um momento ou outro que não estava dentro do previsto, mas nada que seja suficiente para tirá-lo do foco maior.  Perceba a realidade e avalie os caminhos para construir o seu referencial de futuro. Tem que ser aquilo que você deseja e se sentirá realizado. Tem que fazer sentido pra sua vida. Por que há de se falar numa vida e/ou carreira bem sucedida, mas também em nos entregarmos com paixão pelo que fazemos. O trabalho não tem que se tornar um peso. Colocar paixão naquilo que fizermos, na prática, será envolver-se de modo emocional com nossas atividades, enxergando nelas algo que nos motive e nos desafie a fazermos aquilo da melhor maneira possível. 

Perdoem-me os que deixam o próprio barco a deriva sem a menor culpa ou constrangimento, mas planejamento é fundamental. 

E como diria, Inês de Castro, “O planejamento tem sido a alma dos bem sucedidos e motivo de inveja dos desorganizados”.  

E você, escolherá estar de qual lado?  Dos bem sucedidos ou desorganizados?

Então, mãos a obra!


 Imagem retirada do Google