Em algum momento você já pensou o que vai fazer ao se
aposentar? Possui metas para serem realizadas no curto, médio e longo prazo?
Tem planejado sua vida e sua carreira profissional ou aonde quer chegar? O que
você tem considerado para construir uma vida profissional ou carreira sólida e
de que forma tem aproveitado as oportunidades para o futuro próximo? Ou você é
daqueles como diria o mestre Zeca Pagodinho: “Deixo a vida me levar...”?
Aqui não vai nenhuma crítica, porque afinal é tudo uma
questão de escolha, mas me permitam uma pequena comparação ou constatação de
que um barco a deriva enfrenta sempre muitas surpresas. Sem rumo certo ele
ficará a mercê do acaso. E assim como o barco e sem que você tenha se
dado conta, sua vida acontece alheia à sua vontade.
A menos de vinte dias recebi um presente de uma pessoa
muito querida, inteligente, antenada, culta, e mais, eu diria uma historiadora
perspicaz e questionadora. E eu digo que fui presenteada porque
simplesmente me serviu de inspiração para o que venho compartilhar aqui, hoje,
através deste texto. Era um link que me levava ao áudio publicado pela
colunista Inês de Castro em sua coluna na Rádio Band News FM com a seguinte
chamada: “Aposentadoria de Gisele Bündchen das passarelas marca a São Paulo Fashion
Week”.
Inês de Castro é radialista, escritora, colunista e que na minha opinião, tem uma habilidade muito peculiar de tratar dos mais variados
assuntos de forma clara, acessível e levando o ouvinte a refletir sobre cada um
dos temas abordados.
Pois bem, diante da notícia da aposentadoria da Modelo
Gisele Bündchen, assunto de grande repercussão em toda mídia (rádio, TV,
jornais, revistas), muito se falou na carreira sólida e brilhante de uma jovem
que iniciou o seu trabalho e despontou no mercado com tão pouca idade e se
tornou uma das modelos mais requisitadas e bem pagas do mundo. Claro que
todos justificariam enorme ascensão pela beleza, graça, simpatia, desenvoltura,
corpo esguio e um jeito único de desfilar que ao entrar na passarela fazia com
que os olhos do mundo se rendessem a todo aquele talento. Isso não há o que
questionar, não fosse um grande e importante detalhe: O PLANEJAMENTO.
Inês de Castro atenta para o exemplo de Gisele que planejou
sábia e milimetricamente cada passo que daria na construção de sua carreira.
Ela sabia perfeitamente onde queria chegar e deu em uma entrevista à própria
Inês, a seguinte declaração: “Estou planejando a minha carreira para poder
acompanhar o crescimento dos meus filhos quando eles vierem”.
Mesmo com todas essas características que citei a pouco
sobre Gisele, sem ele, o planejamento, qualquer intenção de um futuro concreto
e promissor estaria bem distante de se consolidar.
É preciso planejar, minha gente! Tudo na vida gira em
torne desta palavrinha mágica: a compra do carro tão sonhado, a estudo de um
idioma ou aquele curso de violão que desde pequena não era colocado em prática,
a aprovação num concurso público na sua área de formação, entrar numa
faculdade, viajar, fazer uma especialização, Mestrado ou Doutorado, etc.
Seria possível a realização, por exemplo, de um casamento
sem planejamento? Igreja, buffet, padrinhos, lua de mel, convite, cartório,
datas e as contas a pagar, pode haver quem o programe sem planejamento? Mesmo o
mais simples dos casamentos exige o mínimo de planejamento.
No campo profissional, e é nesse ponto o qual venho
reforçar através do exemplo de Gisele, planejar é totalmente necessário. Aliado
a foco e persistência é possível sim conseguir resultados para que sejamos
muito bem sucedidos naquilo que planejarmos fazer. Seja para um pequeno
empreendedor e dono do próprio negocio, para a modelo de sucesso, para o
músico, ou mesmo para os ‘Concurseiros de Plantão’, DEDICAÇÃO, FOCO,
PERSISTÊNCIA e PLANEJAMENTO são as palavras de ordem.
Coloque no papel, calcule, programe um período, e faça uso
dessa ferramenta tão importante e que está relacionada a preparação,
organização e estruturação de um determinado objetivo. Claro que num
planejamento poderá acontecer um momento ou outro que não estava dentro do
previsto, mas nada que seja suficiente para tirá-lo do foco maior.
Perceba a realidade e avalie os caminhos para construir o seu referencial
de futuro. Tem que ser aquilo que você deseja e se sentirá realizado. Tem que
fazer sentido pra sua vida. Por que há de se falar numa vida e/ou carreira bem
sucedida, mas também em nos entregarmos com paixão pelo que fazemos. O trabalho
não tem que se tornar um peso. Colocar paixão naquilo que fizermos, na prática,
será envolver-se de modo emocional com nossas atividades, enxergando nelas algo
que nos motive e nos desafie a fazermos aquilo da melhor maneira possível.
Perdoem-me os que deixam o próprio barco a deriva sem a
menor culpa ou constrangimento, mas planejamento é fundamental.
E como diria, Inês de Castro, “O planejamento tem sido a
alma dos bem sucedidos e motivo de inveja dos desorganizados”.
E você, escolherá estar de qual lado? Dos bem
sucedidos ou desorganizados?
Então, mãos a obra!
Imagem retirada do Google

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