quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

MINHA FELICIDADE NÃO TEM PREÇO, TEM SOBRENOME: GONÇALVES!




Estava procurando informações mais consistentes acerca do próximo assunto a ser publicado no blog. Queria muito falar sobre Parkinson. Não sei se pela vivência e proximidade com o tema, mas falar sobre algo que é realidade no nosso dia a dia fica muito mais fácil.

A história que se segue emocionou a mim e toda a minha família. E mais uma vez, mesmo sem acreditar em destino, algo maior e que foge de qualquer explicação conspirou para o desfecho de uma história linda que você acompanha nas próximas linhas...

Tema definido e os dedinhos nervosos começaram a procurar no Google sobre Doença de Parkinson. Nada que fosse muito técnico. Não que eu não tivesse um conhecimento grande sobre o assunto, mas nesse caso não dava para errar. Digitei somente a palavra Parkinson e apareceu uma infinidade de sites, mas uma noticia em destaque do Diário Catarinense, escrita pela jornalista Laine Valgas me chamou atenção.  Não sei que explicação existe pra isso, mas eu havia acessado outros sites, me sentia satisfeita com as pesquisas feitas por mim e achei que seria o suficiente para o que eu queria. Era inclusive um dos últimos links da página, mas eu resolvi abrir e ler:

 "Laine Valgas: desabafo de quem tem Parkinson e depende do SUS"

No texto, a Laine cita o desabafo de um senhor de 76 anos que depende de um medicamento específico para controlar os sintomas da doença, mas desde outubro o governo do Estado de Santa Catariana tem atrasado a entrega. Senti um arrepio tomar conta do meu corpo naquele instante... Meu pai tem diagnostico de Parkinson a mais de 14 anos e ano passado, por orientação médica, ele iniciou a administração do mesmo medicamento, mas infelizmente ele não se adaptou e consequentemente seu uso foi suspenso. Na época, em função disso, quase duas caixas do medicamento estavam sem uso e então começamos a pensar em como dar um novo destino ao mesmo. Não podíamos deixar a validade de um medicamento tão importante expirar. Estava ali diante de mim a possibilidade de mudar a realidade daquele que tocou o meu coração de uma forma que eu não conseguiria explicar em palavras. "Seo Luiz Gonçalves". Coincidência ou não meu Pai é outro “Gonçalves” nesse mundão de Deus. É mais um brasileiro de sobrenome Gonçalves. Imediatamente entrei em contado com a jornalista do Diário Catarinense e para minha alegria me respondeu rápida e prontamente. Laine demonstrou estar muito feliz, me colocou em contato com o “Seo Luiz” e se colocou disponível no que eu precisasse. Estava ansiosa contando os minutos para chegar em casa, contar toda a história para minha família e ligar pra o “Seo Luiz”.  

Digitei pausadamente o numero do telefone... Coração estava apertado e ansioso esperando um alô do outro lado da linha. Quase 1.400 km (se não me engano) separavam uma jovem de 34 e um senhor de 76 anos.  E não é que foi o próprio “Seo Luiz” quem atendeu! Tivemos uma longa conversa. Foi um bate papo pra lá de descontraído... Contou-me sobre sua linda cidade, família, filhos, netos, como é seu dia a dia lidando com o Parkinson, das dificuldades, necessidades e limitações que fazem parte também do dia a dia aqui em casa com meu querido pai... Falamos de política e de como as coisas estão difíceis para todos nós e da dificuldade em depender de medicamentos do SUS para tratar de uma patologia que infelizmente não tem cura e que a única alternativa de tratamento é capaz apenas de amenizar os sintomas. A cura ainda é um sonho para todos que tratam dessa doença. Conversamos também sobre a violência que tem assustado em cada canto desse país e principalmente sobre como através de uma notícia, escrita por uma jornalista em Santa Catarina, eu pude tomar conhecimento do problema de uma pessoinha tão especial quanto o “Seo Luiz”.

 Aquela conversa que transformou definitivamente as nossas vidas me trouxe muito mais bagagem que qualquer pesquisa que eu pudesse fazer em um site de busca.  Foi uma conversa abençoada... Enriqueceu-me como ser humano que procura a cada dia se tornar uma pessoa melhor, atenta as necessidades do outros e capaz de ser generosa e de sensibilizar com a vida real. Tomei nota do endereço que o “Seo Luiz” me passou e ontem mesmo pude enviar os medicamentos pelo correio juntamente com uma cartinha mal digitada com toda pressa do mundo, pois precisava chegar aos Correios antes que encerrassem o funcionamento.  Era muito amor que estava sendo postado ali e naquele momento pouco me importava os erros de grafia que certamente existiam. Meu pai se emocionou como poucas vezes eu vi na vida. Seus olhinhos marejados não conseguiram resistir e as lágrimas rolavam em seu rosto. Estou até agora sem entender como fui tocada pelas mãos de uma “força maior”. E dê aqui o nome que sua crença e convicções acharem mais adequado.
A sensação de bem estar é única! Espero sinceramente que as pesquisas avancem para que tragam uma melhor qualidade de vida aos milhares de pacientes de Parkinson.  

A jornalista Laine Valgas foi um anjo, porque graças ao texto que ela publicou ontem eu pude tomar conhecimento daquele problema em uma cidade que eu sequer conheço pessoalmente, mas a partir de agora tenho motivos de sobra para conhecer! A internet é uma ferramenta poderosa e que quando usada para o bem pode fazer milagres como esse que foi aproximar duas pessoas que estavam tão distantes geograficamente uma da outra.

Permitam-me um pequeno desabafo, mas aproveito para fazer um apelo aos nossos governantes que infelizmente estão tão indiferentes ao mal que assola o país. O país vai mal. A saúde vai de mal a pior. Uma realidade que o governo insiste em fechar os olhos e dizer que o Brasil vai muito bem, obrigado. Faltar remédio na rede pública é um crime, verdadeiro desrespeito a todos aqueles que pagam seus impostos e esperam o mínimo de retorno desse dinheiro que deveria ser investido em saúde, educação e tantos outros direitos constitucionais que nos são roubados. Mas sobra dinheiro nas “cuecas”, nas contas dos mensaleiros, nas contas em paraísos fiscais dos envolvidos no escândalo da Petrobras... A lista infelizmente é grande! 

Enquanto isso o “Seo Luiz” e tantos outros “Gonçalves” passam pelo sofrimento de depender da entrega de medicamentos da rede pública.  Mas nós não vamos desistir fácil. Que venham mais exemplos de vida como esse e que continuemos com o coração aberto para mudar o rumo de tantas outras histórias que estão ali bem debaixo do meu e do seu nariz.

Felicidade é pouco. Minha felicidade não tem preço, tem sobrenome: Gonçalves!

Imagem retirada do Google

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

AS AVENTURAS INCRÍVEIS EM UM FESTIVAL DE ROCK !





Era setembro de 2013, mais precisamente dia 21. Dia, mês e ano de uma das mais incríveis aventuras em um festival de rock! “Mineira” de primeira viagem em grandes festivais, vocês podem imaginar, né? Mas essa saga teve inicio em dezembro do ano anterior quando foi anunciada a vinda ao Brasil da lenda do rock americano: Bruce Springsteen!

O gostinho de querer viver essa experiência ao menos uma vez fez do RIR uma fixação.  O dia tão esperado da compra dos ingressos poderia ter se tornado tentativa frustrada, já que muito se falava sobre o tumulto que era: site congestionado, ingressos esgotados tão logo iniciava-se a liberação para a compra. Para a jovem fã não foi nenhum mistério! Não acredito em destino, mas talvez de alguma forma tudo conspirou positivamente e a realização daquele sonho já era algo real: compra efetivada com sucesso! Pensei: “Agora é pra valer”. Passaporte que daria acesso a uma “viagem” divertida, emocionante, e com MUITA história pra contar. Adrenalina a mil!

Começava a partir daí a busca por hospedagem: compra feita em abril pra um evento que aconteceria em setembro, vocês podem imaginar. Uma loucura os preços de hospedagens (chegamos a ironizar e sugerir abrir hotel de baixo custo no Rio e ficaríamos ricos), voos sem grandes opções... Sou daquelas pessoas empolgadas e acredito que se houver companhia(s) que esteja(m) em total sintonia pra curtir o momento e que tope embarcar nessas loucuras, vale muito a pena!

Acabamos por dividir as tarefas, o que aconteceu de forma muito natural: eu fiquei por conta da hospedagem e meu companheiro de viagem por conta das passagens! Tudo certo, apenas um pequeno contratempo na mudança de horário do nosso voo, mas nada que atrapalhasse. Tão certo que ao chegarmos ao Hostel, localizado na Praia da Macumba, e que considero a melhor escolha de todos os tempos, tivemos uma grata surpresa: acomodações de frente pro mar, galera com uma vibe super positiva solta pelo ar, clima mineiro/carioca e maneiro de ser, atendimento hospitaleiro, rede preguiçosa pra deitar e um visual pra lá de inspirador...  A reserva e os contatos foram feitos por e-mail e telefone e não tinha ideia nenhuma da localização. Conhecia pouquíssimo o Rio de Janeiro e na época, menos ainda uma Praia com nome de MACUMBA. A minha reação foi muito engraçada ao constatar que estaria no evento da minha vida no meio da Praia da Macumba, pode? (rs) Os Deuses do Rock realmente conspiraram pra isso! (rs) Costumo dizer que não fomos nós que escolhemos a “Macumba”. Foi a "Macumba" que nos escolheu.(rs) Afinal não havia mais nenhuma opção barata e disponível para aquele final de semana.

Fica aqui uma sugestão pros empolgados de plantão, que em uma situação como essa, olhem tudo com antecedência!

Minha viagem foi bate e volta. Saímos no sábado pela manhã e retornamos no domingo a noite! Começando com algo inusitado, eu de mochila com o suficiente (quase nada eu diria) para o sábado e domingo. Uma pessoa que tem uma mala de Poá (preta com bolinhas brancas) muitos apostariam que seria um desastre nessa viagem! (rs) Mas eu me superei, fui aprovada com louvor e pra minha surpresa não passei nenhum grande perrengue a não ser o de domingo que falarei mais a frente. Andamos de ônibus, pegamos baldeações e chegamos ao nosso destino! Foi chegar, tomar um banho e “simbora” pro Show! O evento é gigantesco, a estrutura sensacional! Nunca vi um espaço tão democrático e com os mais diversos tipos de pessoas e estilos, a contar pelos shows programados pra aquele bendito dia 21!
 
O Show do Bruce Springsteen foi um espetáculo a parte. Como fã, sou até suspeita de comentar, mas um cara, ufanista de último grau e até bonito de se ver (canta e demonstra em suas músicas o amor pelo seu país) que abre o show cantando Sociedade Alternativa do saudoso Raulzito tem ainda mais o meu carinho e admiração! SENSACIONAL! As três horas de show mais intensas que já vivi! Com direito, é claro, ao registro de um momento único do show, em cima dos ombros daquele que embarcou comigo nessa "viagem", no qual o Bruce desce do palco pra sentir o calor humano e cantar pertinho da gente. Aquela multidão ali presente foi ao delírio. E depois de mais de 12 horas de festival, domingo foi dia de curtir a "Macumba" com tudo que tinha direito.

Poderia escrever um diário pra lá de divertido! Meu companheiro nessa viagem resistiu ao cansaço e  adversidades com bravura, animação e muito bom humor. Capaz também de suportar as maiores pérolas num único final de semana (poderia lembrar agora do momento ressaca pós-festival na “Macumba”, em que falávamos mal de uma dupla sertaneja (apesar de gostar do gênero) e fomos surpreendidos por uma onda assassina).(rs) Inclusive cumpriu a promessa de me carregar nos ombros durante o show, pra eu ficar pertinho do meu ídolo e com uma visão privilegiada no show, tarefa nada fácil eu diria.

Outra dica: se for para fazer uma viagem dessas, faça com alguém que realmente curta estar ali. O saldo é pra lá de positivo e não haverá depois do que reclamar.

Resolvi chegar lá e deixar acontecer... Não me privar das coisas nem deixar de me comportar exatamente como qualquer pessoa que se atreve a viver algo diferente de tudo que poderia imaginar... Mas posso dizer que foi um final de semana maravilhoso. Uma experiência e tanto que recomendo a todos que queiram se aventurar um dia.

A grande conclusão disso tudo é aproveitar a vida! Vivê-la intensamente, mas com sabedoria e responsabilidade! A vida é um sopro, então não deixe de aproveitá-la! Não deixem que digam que não vale a pena ou que já passou da idade! O tempo pra ser feliz é agora! E pra fazer um trocadilho com a praia: Foi um “mergulho profundo” que guardarei com muito carinho!

Foto: Arquivo pessoal Line Aoli

domingo, 25 de janeiro de 2015

AFINAL, SOMOS UMA GERAÇÃO DE IDIOTAS, TELEFONES INTELIGENTES E PESSOAS BURRAS?



“EU TENHO 422 AMIGOS, MAS EU SOU SOLITÁRIO...” Hoje me deparei com um assunto muito propício aos tempos atuais: Um vídeo que trazia uma mensagem bastante impactante sobre estarmos conectados o tempo todo... Aliás, ele se inicia com essa mesma frase que está entre aspas no inicio deste texto. Existe mesmo algo mega vantajoso em nos apropriarmos desse costume? É mais ganho ou perda? Vamos refletir...

A tecnologia veio pra agregar, otimizar tempo, dinheiro, facilitar as relações humanas e comerciais... Ou pelo menos acredito que era essa a ideia: AGREGAR!

Por exemplo, o Fax é quase coisa do passado, e eu digo quase porque há ainda os que dele se beneficiem em virtude da pouca ou nenhuma habilidade em utilizar as tecnologias mais “mudernas”. Na minha casa existe um FAX, acreditem! E é muito utilizado pelo meu pai no alto de seus 75 anos!

Li outro dia que até as mensagens enviadas por e-mail sofreram uma redução. Hoje a moda é do Whatsapp, ou melhor, “Zap Zap” na linguagem virtual! Viu, fotografou, enviou pelo “whats”. Textos e informações para o dia de trabalho também são encaminhadas pelo “zap zap”. Realmente é isso, na prática, que tem acontecido. E enquanto isso, “na Sala de Justiça”, as pessoas se percebem cada dia mais e mais conectadas, algumas eu diria que viraram reféns da própria tecnologia! O que nesse ponto é lamentável!

“Um mundo onde nós somos escravos da tecnologia que dominamos”

Vamos para a parte prática do problema, se é que para alguém isso é um problema... No meu caso eu considero no mínimo preocupante, porque a questão não é estarmos conectados e sim como nós temos feito uso disso!

Não é pra abrir mão e sim usar de maneira consciente! A tecnologia facilita a vida sim! Mas há um mundo que espera por todos nós quando levantamos a cabeça e tiramos os olhos fixos das telas dos computadores, smartphones, etc... E cá pra nós, não há nada mais desagradável e inconveniente do que sair pra bater papo com os amigos e cada um de cabeça baixa, atentos ao celular, alienadamente conectados... Será que as pessoas desaprenderam a conviver? E eu pergunto isso porque até numa conquista amorosa você conversa com a pessoa pelo “whats”, fica encantada com o “bate papo”, mas quando chega pessoalmente elas se travam, não sabem conversar, não olham no olho, mexem no celular a cada minuto, emburreceram, escrevem errado, assassinam o português, não sabem o que fazer, se amedrontam quando “encontram pessoalmente”... Teclar é uma habilidade maravilhosa, mas emendar uma conversar de 30 minutos olho no olho... Xiiiii, um desastre! Vai me dizer que não conhecem ninguém assim?

Nós temos amigos na rede social que sequer conhecemos. Temos perdido a parte boa da convivência... No dicionário CONVIVÊNCIA significa “ação ou efeito de conviver. Modo de vida em que se pode partilhar; vida em comum; convívio diário. O relacionamento estabelecido entre pessoas que convivem diariamente; convívio próximo e contínuo; intimidade”.

Não mais olhamos nos olhos e sim para um nome e uma foto na tela. Há quem se contente com isso, Eu não! Nada substitui a convivência humana e tudo do que dela resulta... Há quem me chame de antissocial porque eu ainda resisto a essa realidade. Até o sentido das palavras mudaram, pode? E no próprio vídeo cita “que essa mídia que chamamos de social é qualquer coisa, mas quando abrimos nossos computadores são as nossas portas que fechamos”.

A minha intenção é chamar atenção para o assunto! Criticar os excessos! Alertar o quanto estamos perdendo tempo em viver as coisas boas e aproveitar verdadeiramente uma viagem. Deixamos de interagir numa mesa de bar com os amigos, beijar na boca, abraçar apertado e demoradamente, aproveitar o toque, sentir o cheiro de terra molhada, ouvir a algazarra de crianças se divertindo num parque, ler um livro, ouvir uma música, tocar violão, fotografar...

Estamos nos tornando ANTISSOCIAIS, carentes, alienados, idiotas e chatos!

Carência tamanha que se um amigo postar uma mensagem ou uma foto das férias no Caribe e você não curtir ele já acha que tem alguma coisa errada com a amizade de vocês! Mas em algum momento você não estará conectado ou não acompanhará as milhares de atualizações das redes sociais e não verá muitas daquelas postagens: "Nossa, a fulana só pode estar com raiva de mim... Sequer curtiu a foto que eu postei comendo gelatina!" Ah pára né, gente! Isso JAMAIS deverá ser um termômetro para avaliar e mensurar o carinho, amizade e sentimento pelas pessoas! Que noção mais equivocada de Amizade e de “Querer Bem?” Trata-se de um assunto que renderia páginas e páginas, mas ficarei por aqui!

E você, o que acha?

Somos ou não uma “Geração de idiotas, telefones inteligentes e pessoas burras”?

Imagem retirada do Google.

VOCÊ SABE DO QUE ESTÁ FALANDO?


Como um primeiro post no perfil, pensei muito, remoí durante semanas... e não fugindo do objetivo aqui proposto me lembrei de algo que aconteceu comigo... Sim, senti na pele o gosto amargo de ser julgada, pré julgada, “trânsito em julgado de sentença penal condenatória sem ampla defesa”. Aliás, acontece comigo, com você, com um parente mais próximo, no ambiente de trabalho, com todos nós! Talvez, melhor dizendo, se tornou comportamento corriqueiro entre nós mortais! Ok, eu também já fiz julgamentos muito precipitados! Me policio, tento agir de maneira mais leve... A mudança nesse sentido foi um ganho extraordinário em minha vida! Aos pouco vou adoçando em mim o que eu considero um dos hábitos mais amargos e egoístas... O hábito de pré julgar!

Este hábito é muito conhecido, é da natureza humana julgar e criticar, mas os que desejam se comportar com a dignidade de um “Cristão” precisam tomar muito cuidado, pois pré julgar alguém é muito sério. O ser humano adora apontar os erros dos outros, mesmo que não saibam direito do que estão falando, e não há nada mais irritante do que OPINIÃO SEM CONHECIMENTO.

Este é o ponto de partida deste texto. Antes de julgar uma pessoa ou tirar conclusões sobre ela, devíamos ter o bom senso necessário de tentar nos informar se a crítica tem algum fundamento e se existe conhecimento suficiente para questionar a conduta do outro ou de rotular apenas com base no seu ponto de vista. Não somos donos da verdade, nem da vida de ninguém, e nunca devemos nos esquecer de que a moeda tem dois lados. Pré julgamentos semeiam discórdia, mágoas, desentendimentos e provocam danos muitas vezes irreparáveis. Cabe a nós sempre analisarmos e ouvirmos os dois lados para tirarmos conclusões e aí sim, darmos razão a quem realmente a tem.
Daí pode haver um amigo, ou quem se ache amigo, usando dessa justificativa para emitir um parecer ou opinião sobre aquilo que ele simplesmente desconhece. Como assim? Opinar sobre o que ele desconhece? Opinar sem propriedade para tal? Sendo bastante pessoal e pra não deixar dúvida quanto ao que eu quero explicar por aqui: ninguém tem o direito de julgar a atitude de quem quer que seja diante de um fato ocorrido ou de uma decisão tomada sem ao menos saber diretamente da boca da(s) pessoa(s) envolvida(s). Ouvir os dois lados é extremamente importante. E mesmo que ela(s) decida(m) não compartilhar aquele assunto, mesmo que ela(s) não diga(m), e este seria um direito dela(s), ainda sim, também não seria justo fazê-lo. 

É preciso, às vezes, respeitar o silêncio, saber o momento de falar e o momento de calar, parar de apontar (você fez, você não quer, achei isso...). E diante de uma opinião já formada equivocadamente, é desnecessário qualquer explicação do outro. Não fique supondo algo e com achismos desnecessários. Não se iguale a grande maioria que tem esse comportamento leviano, pois o tempo que alguém perde julgando o semelhante deve ser usado para um auto julgamento de seus atos e suas ações. Não que eu ache errado críticas, até porque é preciso respeitar a opinião alheia. Porém há uma distância enorme entre liberdade de expressão e falta de respeito. Eu venho tentando refletir muito sobre isso! Mudança de comportamento é um trabalho que requer coragem, atitude... É um exercício constante! Cada um que analise como quiser e avalie o que for melhor pra si! O que eu sei é que para escolher um lado é preciso conhecer os dois! Pense nisso!

Imagem retirada do Google.