domingo, 25 de janeiro de 2015
VOCÊ SABE DO QUE ESTÁ FALANDO?
Como um primeiro post no perfil, pensei muito, remoí durante semanas... e não fugindo do objetivo aqui proposto me lembrei de algo que aconteceu comigo... Sim, senti na pele o gosto amargo de ser julgada, pré julgada, “trânsito em julgado de sentença penal condenatória sem ampla defesa”. Aliás, acontece comigo, com você, com um parente mais próximo, no ambiente de trabalho, com todos nós! Talvez, melhor dizendo, se tornou comportamento corriqueiro entre nós mortais! Ok, eu também já fiz julgamentos muito precipitados! Me policio, tento agir de maneira mais leve... A mudança nesse sentido foi um ganho extraordinário em minha vida! Aos pouco vou adoçando em mim o que eu considero um dos hábitos mais amargos e egoístas... O hábito de pré julgar!
Este hábito é muito conhecido, é da natureza humana julgar e criticar, mas os que desejam se comportar com a dignidade de um “Cristão” precisam tomar muito cuidado, pois pré julgar alguém é muito sério. O ser humano adora apontar os erros dos outros, mesmo que não saibam direito do que estão falando, e não há nada mais irritante do que OPINIÃO SEM CONHECIMENTO.
Este é o ponto de partida deste texto. Antes de julgar uma pessoa ou tirar conclusões sobre ela, devíamos ter o bom senso necessário de tentar nos informar se a crítica tem algum fundamento e se existe conhecimento suficiente para questionar a conduta do outro ou de rotular apenas com base no seu ponto de vista. Não somos donos da verdade, nem da vida de ninguém, e nunca devemos nos esquecer de que a moeda tem dois lados. Pré julgamentos semeiam discórdia, mágoas, desentendimentos e provocam danos muitas vezes irreparáveis. Cabe a nós sempre analisarmos e ouvirmos os dois lados para tirarmos conclusões e aí sim, darmos razão a quem realmente a tem.
Daí pode haver um amigo, ou quem se ache amigo, usando dessa justificativa para emitir um parecer ou opinião sobre aquilo que ele simplesmente desconhece. Como assim? Opinar sobre o que ele desconhece? Opinar sem propriedade para tal? Sendo bastante pessoal e pra não deixar dúvida quanto ao que eu quero explicar por aqui: ninguém tem o direito de julgar a atitude de quem quer que seja diante de um fato ocorrido ou de uma decisão tomada sem ao menos saber diretamente da boca da(s) pessoa(s) envolvida(s). Ouvir os dois lados é extremamente importante. E mesmo que ela(s) decida(m) não compartilhar aquele assunto, mesmo que ela(s) não diga(m), e este seria um direito dela(s), ainda sim, também não seria justo fazê-lo.
É preciso, às vezes, respeitar o silêncio, saber o momento de falar e o momento de calar, parar de apontar (você fez, você não quer, achei isso...). E diante de uma opinião já formada equivocadamente, é desnecessário qualquer explicação do outro. Não fique supondo algo e com achismos desnecessários. Não se iguale a grande maioria que tem esse comportamento leviano, pois o tempo que alguém perde julgando o semelhante deve ser usado para um auto julgamento de seus atos e suas ações. Não que eu ache errado críticas, até porque é preciso respeitar a opinião alheia. Porém há uma distância enorme entre liberdade de expressão e falta de respeito. Eu venho tentando refletir muito sobre isso! Mudança de comportamento é um trabalho que requer coragem, atitude... É um exercício constante! Cada um que analise como quiser e avalie o que for melhor pra si! O que eu sei é que para escolher um lado é preciso conhecer os dois! Pense nisso!
Imagem retirada do Google.
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