segunda-feira, 9 de maio de 2016

QUE SEJA ETERNO ENQUANTO HOUVER... RECIPROCIDADE !



Os críticos de plantão que me perdoem, mas está história de ‘dar sem esperar nada em troca’ já está pra lá de ultrapassada.

Mas vamos tratando de explicar muito bem essa prosa antes que me crucifiquem por qualquer mal entendido.

Estou falando, aqui, de reciprocidade, que considero a base de todo relacionamento.

Por exemplo, se você dá carinho, merece e espera receber carinho; se é atencioso, respeitoso, educado, merece e espera o mesmo tratamento.

Relacionamento é uma via de mão dupla. Concordo com o que li num texto que dizia o seguinte: “Não se pode gostar, querer e sentir mais do que o outro... nem menos.” E isso está diretamente relacionado ao que chamamos de amor próprio.  Amar-se é entender que você não merece menos do que pode proporcionar.

Penso que a dinâmica seja mais ou menos assim: Se deixamos de receber o que entregamos, somos tomados por um sentimento de frustração e uma sensação que falta algo. Não nos sentimos plenos, completos. Afinal de contas a falta não nos permite sermos inteiros e se entregar pela metade gera aquele ciclo vicioso, bastante conhecido, de pessoas e relacionamentos rasos demais.

E sejamos realistas, a gente precisa entrar num relacionamento pra somar. E somar em partes iguais, não menos que isso. Pelo menos deveria ser assim.


Quanto sofrimento poderia ser evitado, quantos rompimentos precoces de alguns relacionamentos poderiam não ter acontecido, se passássemos a usar essa simples equação:


                   DAR + RECEBER  =    RECIPROCIDADE


E se existe reciprocidade, há de se falar em satisfação de ambas as partes.

Trocando em miúdos, um indivíduo investe em um relacionamento criando a expectativa de um namoro futuro, entretanto percebe que o mesmo não acontece com o outro. Ele dá e espera receber os mesmos sentimentos e expectativas. Mas se ao contrário ele não tem recebido ou o outro não demonstra, nem tem dado o que o ele espera, melhor cada um seguir o seu caminho. Poupa tempo e evita um sofrimento e dor desnecessários. O que não pode é ficar tentando algo mais sério com alguém que só quer curtir, ou brincar com alguém que está querendo namorar. A reciprocidade é bastante vantajosa para identificar isso.

Na prática se percebe que a equação da reciprocidade, apesar de simples, não tem sido utilizada com freqüência. Quem nunca insistiu num relacionamento falido ou mesmo investiu todas as fichas numa pessoa o qual não havia nenhuma sintonia? Atire a primeira pedra quem não tiver prestado esse papel. Acho provável que cada um de vocês se identifique com essa situação em algum momento da vida, mas como persistir num erro é burrice, precisamos trabalhar o desapego e não admitirmos essa falta de reciprocidade que só traz angustia e um vazio enorme em nossas vidas.

Reciprocidade deve ser algo natural e não imposto, deve acontecer por sintonia e não por obrigação.

Talvez se nos empenharmos e experimentarmos olhar com olhos de merecimento para nós mesmo, essa equação que um dia pareceu complicada será algo muito natural para cada um de nós e não nos contentaremos em receber menos do que o necessário para se alcançar o nível da reciprocidade que tanto buscamos.

É preciso dar o primeiro passo. Vamos tentar? 





Imagem retirada do Google

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