sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

“EU TINHA TANTO BEIJO PRA DAR, EU TINHA TANTO ABRAÇO...”





Um livro, um filme, um bate papo e finalmente um texto falado me serviram de inspiração... 

Ainda sob o efeito de um texto que exigiu de mim completa entrega (não que assim não o faça em todos estes momentos nos quais me deixo levar pelos pensamentos e palavras), mas quando percebi já estava novamente mergulhada até o ultimo fio de cabelo nesse que seria o momento de redescoberta: O Presente Precioso...

Vocês já se perceberam com o telefone na mão pronto pra fazerem aquela ligação, mas aí pensou, pensou, pensou demais ou lembrou-se de coisas do passado (simplesmente desnecessárias para aquele momento) e deixou escapar uma oportunidade maravilhosa de dizer que estava com saudade ou apenas jogar conversa fora e prosear despretensiosamente?  

Este é apenas um pequeno exemplo dentre tantos acerca do tempo que deveríamos gastar, mas há sempre uma desculpa (que não convence nem a nós mesmos) ou uma justificativa para deixar de fazê-lo.  E olha que a lista é vasta.

A conta é bem simples: 1 minuto tem 60 segundos. 1 hora tem 60 minutos que transformados em segundos serão 3600. E ao final de 24 horas lá se vão 86400 segundos. 86400 segundos “para serem vividos da melhor maneira possível” sabiamente lembrado e falado pelo ator e humorista Nelson Freitas.

Ei você, 86400 segundos é muito tempo! São segundos, minutos e horas preciosas. Tempo pra amar, aprender, corrigir, ensinar... VIVER! Tempo que eu e você desperdiçamos sem nenhum peso na consciência. E me permitam o trocadilho, mas aqui não cabe economia alguma!  Deixe pra economizar na água, no tempo do banho que em tempos de crise hídrica aí sim é o melhor que temos a fazer: economizar! Mas ficar “amarrando mixaria”, fazendo “economia porca” com o tempo, isso nós não podemos nem devemos admitir para as nossas vidas. 

E não éramos assim quando crianças: ja viu alguma criança perder tempo? Nós sabíamos o que era o presente precioso, sabíamos o valor do tempo. Apenas esquecemos. E, claro, para cada um o valor do tempo será diferente: para o atleta, para o médico obstetra, para o profissional do transporte aéreo, para aquele que perdeu o trem, para aquele que chegou atrasado ao show de seu ídolo, para aquele que teve um dia daqueles e simplesmente se lembrou do aniversário do amigo a meia noite e um minuto, para aquele que desejava ficar um pouco mais abraçado(a) dormindo de conchinha com a pessoa amada quando o despertador tocou, para aquele que perdeu a prova do concurso ou vestibular... Cabe a cada um mensurar o valor do tempo em sua vida. 

Enfim... O tempo é precioso demais, por isso não o desperdice!

Nós temos nas mãos a chance de viver diariamente. Mas eu digo viver no sentido pleno da palavra: Sabe aquela situação gostosa de dar e receber um carinho, um cafuné?  Uma conversa ao pé do ouvido que o coração aperta deliciosamente? Aquele outro momento de voltar atrás, pedir desculpa e fazer diferente? De dar o abraço no avô, o beijo no filho, dizer eu te amo aos pais? De viver aquele amor que está ali, latente, esperando só uma oportunidade para desabrochar? De perceber que vocês dois tem tanta coisa em comum e tudo pra dar certo juntos, mas está deixando o tempo passar e privando de viver o Amor? De ligar pra convidá-la(o) para assistir aquela peça ou filme que está em cartaz? De comer Roasted Potato na praça de alimentação de um shopping que você demorou tempo demais pra fazê-lo? Tempo desperdiçado inutilmente! E a gente só dá valor quando perde, quando o tempo passou, quando as pessoas não estão mais aqui. “Eu tinha tanto beijo pra dar, tanto abraço...” 

O tempo passa minha gente. Daqui a pouco os meus 86400 segundos diários passarão completamente. Mas amanha mais 86400 segundos estarão ali diante de mim, diante de você: Esperando para serem usados intensamente. Propondo a você gozar dos prazeres da vida enquanto se tem saúde e energia pra isso. Não espere mais tempo.

Cada um de nós recebeu um “presente precioso”: O Presente!

Pensar no passado muitas vezes é bom. É nostálgico. Melhor ainda é aprender com o passado. Mas ESTAR no passado é um erro e assim a gente se perde. Esse apego doentio ao que passou é perigoso e preocupante. Da mesma forma que pensar sobre o futuro e se preparar para ele é muito bom e necessário, mas ESTAR no futuro também é um erro comum entre nós. E dessa forma nós também nos perdemos. 

É o AGORA, o PRESENTE que interessa e faz toda a diferença! Está esperando o que para dar aquele abraço apertado? Acaso sou eu a pessoa que você tá aí pensando em telefonar? Ops, meu telefone acaba de tocar...

Não perca mais tempo!
Pense nisso!

Imagem retirada do Google

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